Mudanças

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Mudanças: esta é uma palavra que provoca na maioria das pessoas um sentimento de aversão e desconforto imediato, antes mesmo de saberem se é uma mudança boa, ruim ou até mesmo irrelevante.

A mudança faz parte da natureza humana, queiramos ou não. As transformações acontencem em nós, nas instituições e nas empresas e não compreender essencialmente isso nos faz sofrer. Não é mesmo fácíl compreender, porque somos fascinados pela permanência, pela estabilidade e pela segurança.

Quando vamos a um local e sentamos, quando saímos e voltamos queremos sentar na mesma cadeira, porque já é “nossa”. Se somos assim com um cadeira imagina com nosso esposo, namorada, filhos, com nossos empregos… com nossas vidas!

Toda dor psicológica como angústia, depressão e ansiedade significa que alguma coisa deva ser mudada na nossa vida. Pessoas conservadoras levam esse comportamanto para o seu ambiente de trabalho, deixando por exemplo de aproveitar o que o ambiente e as outras pessoas têm a oferecer, muitas vezes se recusando a fazer algo diferente que poderia acrescentar e aprender.

A vida é para viver, não é para manter e o trabalho é para construir. Quando falo de mudanças quero dizer que precisamos ser flexíveis, abertos e receptíveis ao novo, assim podemos somar algo.

A mudança em si traz sempre implícita duas coisas: perigo e oportunidade… há oportunidade para crescimento, para amarmos, para nos realizarmos ou para ganharmos melhor.
O maior perigo na vida é nunca estarmos preparados para correr riscos e aproveitar as oportunidades que deles advêm.

Por isso devemos refletir muito bem e tentar compreender a mudança em toda a sua amplitude.
Depois devemos tentar recebê-la decididamente de braços abertos!

Alessandra Rosa André – Psicóloga (Texto extraído da palestra ministrada pela própria autora para empresa Telefônica em Setembro de 2006)